"Nós voltaremos no dia 24 de dezembro de 2.010" Os Astecas voltarão?
Astecas - Quando Colombo chegou na América, encontrou o continente habitado por diversas tribos indígenas, das quais, se destacavam por um mais elevado estágio de desenvolvimento, os Incas, que habitavam a Cordilheira Andina, os Maias e Astecas, que habitavam a região onde hoje é o México e a América Central. A lembrança que tenho disso, aprendido na escola, é que essas civilizações eram pouquinha coisa mais desenvolvida que a maior parte dos indígenas e culturalmente muito inferiorizadas em relação aos europeus. A verdade não é bem assim.
A cidade tinha um projeto arquitetônico e urbanístico detalhado. Os astecas eram bons engenheiros, astrônomos e agricultores. Apesar de todo esse desenvolvimento foram facilmente dominados e destruídos pelos espanhóis. Acontece que, a exemplo de todos os povos pré-colombianos, os Astecas desconheciam a roda como ferramenta para a construção de veículos de transportes. Desconheciam também os cavalos e se intimidavam diante deles e, principalmente, não possuíam as armas poderosas que os espanhóis trouxeram da Europa. Nada sabiam sobre a pólvora e todas as suas utilidades. Se os Astecas haviam se expandido grandemente sob o reinado de Montezuma I, O Velho, foi sob o reinado de Montezuma II, mais de 200 anos depois, que sucumbiram definitivamente diante do conquistador europeu. Durante a guerra e depois dela, os espanhóis empenharam-se em destruir toda a civilização Asteca e a maior parte do que hoje conhecemos se deve a escavações realizadas no século passado. O homem sempre foi o maior inimigo do homem.
A arte Asteca é predominantemente religiosa em seu politeísmo. É comum a representação dos diversos deuses e a construção de templos para a adoração religiosa. As vezes erguiam obras gigantescas como se desejassem enaltecer e afirmar a grandiosidade dessa adoração. O calendário Asteca, complexo e preciso, muito mais evoluído do que o calendário adotado pelos romanos do tempo do império,é motivo de admiração. Há um modelo que pesa perto de 25 toneladas, construído antes da chegada dos invasores. A peça esculpida tem 3,60 m de diâmetro e atualmente encontra-se no Museu de Antropologia do México. O calendário Asteca é mais antigo do que o calendário gregoriano, criado em Roma
pelo Papa Gregório e usado até hoje na maior parte do mundo. Os Astecas usavam 18 meses de 20 dias cada, representados por símbolos, cada um com um significado: crocodilo, vento, casa, lagarto, cobra, cérebro, veado, coelho, água, cachorro, macaco, ervas, cana, jaguar, águia, abutre, movimento, faca de pedra, chuva e flores. e acrescentavam mais 5 dias de sacrifício, perfazendo os 365 dias do ano. No centro, a representação do Deus Sol. Essa é uma das mais famosas peças antropológicas em todo o mundo.
A pintura foi grandemente usada em livros chamados Códices, equivalentes a manuscritos e que eram registros do conhecimento disponível. Os temas eram figurativos ou geométricos. Na cerâmica, construíam vasos e outros utensílios domésticos feitos com esmero e pintados com temas normalmente religiosos. O colorido era intenso.
A cidade de Tenochtitlán era realmente extraordinária como projeto arquitetônico. Possuía duas pirâmides, uma dedicada ao Deus Sol, com 63 m de altura e outra dedicada ao Deus Lua, com 43m. As cidade tinha uma avenida com 1.700 m de extensão, chamada Avenida dos Mortos, cheia de templos e monumentos. Em cima das ruínas do monumento mais importante os espanhóis ergueram uma igreja e humilharam Montezuma II, acabando por decepa-lo em nome do cristianismo. Duvido que isso fosse o desejado por Cristo mas os homens sempre fizeram por conta própria e atribuíram ao Deus. César destruiu o povo Celta, Judeus e Muçulmanos ainda hoje se destroem irracionalmente e coube aos espanhóis a destruição dos Astecas.
Essa civilização, simplesmente desapareceu. Até hoje isso não é uma coisa bem compreendida e existem teorias diversas para explicar esse desaparecimento. Uma delas coloca os Astecas como seres extraterrestres que foram embora depois de cumprida uma missão. A teoria é estapafúrdia mas um achado impressionante, feito em 1989 por uma equipe de TV, revigora a sua validade. Incrustada na parede de um templo, em uma das muitas línguas astecas, uma inscrição diz: "Nós voltaremos no dia 24 de dezembro de 2.010". A data é bem sugestiva e da o que pensar. Está chegando perto e quem viver, verá. Seria bom o surgimento de um novo enviado de Deus para diminuir a violência do mundo.
Os Astecas tingiam tecidos feitos a base de algodão para o fabrico de roupas. A cerâmica também era carregada de cores fortes e muitas jóias eram preparadas usando ouro e prata, alem de pedras preciosas.
Na guerra, os Astecas buscavam a captura dos inimigos para sacrifica-los aos seus deuses. Uma das formas mais importantes como se dava esse sacrifício, arrancava o coração dos guerreiros em um templo e o comiam. Os guerreiros que eram sacrificados eram levados ao templo, tocando flauta e acompanhados de belas mulheres. Talvez a característica monstruosa desses sacrifícios explique a aparência também monstruosa e ameaçadora dos deuses astecas, conforme são representados nas esculturas que chegaram até nós.
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